Quinta, 17 Maio 2018 07:10

SAFRA 2017/18: Rendimento supera 60 sacas no Paraná

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SAFRA 2017/18: Rendimento supera 60 sacas no Paraná SAFRA 2017/18: Rendimento supera 60 sacas no Paraná C.VALE

Clima irregular e produtividades bastante variadas. Esta é a definição mais adequada para a safra de soja no Paraná na temporada 2017/2018. A safra começou toda "atravessada", com uma estiagem em setembro que retardou o plantio. A partir da segunda quinzena de dezembro o padrão climático mudou e as chuvas começaram a cair em excesso. Em janeiro chuvas e muitos dias nublados prolongaram o ciclo da soja e favoreceram o surgimento de doenças. "Quem não agiu preventivamente teve redução entre 10 e 20% do potencial produtivo", explica Carlos Konig, gerente do Departamento Agronômico da C.Vale. Segundo ele, houve alta pressão de ferrugem asiática, antracnose e mancha alvo no oeste e centro-sul do estado. No centro do Paraná os maiores problemas foram ferrugem e mofo branco. O percevejo marrom foi a praga que mais exigiu atenção, principalmente em áreas de pivô, em que alguns produtores precisaram fazer até seis aplicações para controlá-la. Apesar disso, os rendimentos foram bastante razoáveis, variando entre 60 e 62 sacas/hectare, diz Konig.

No centro-sul do Paraná, o produtor Francisco Alberto Bochnia concluiu, no mês de abril, a colheita dos 88 hectares de soja cultivados em Guarapuava e Candói. Com clima excessivamente úmido e longos períodos nublados, o rendimento ficou 9% abaixo da temporada 2016/17. As lavouras produziram 72 sacas/hectare contra 79 sacas/hectare da safra passada. "Choveu muito e faltou luminosidade", explica o associado da C.Vale. A umidade excessiva favoreceu o surgimento de doenças fúngicas, principalmente o mofo branco. "Tive que fazer quatro aplicações de fungicida", conta. Ele acrescenta que a lavoura em Candói, em que tinha um histórico de rotação de culturas, sofreu menos com o mofo branco.