Terça, 14 Maio 2019 19:31

Secretaria de Saúde de Assis reforça alerta para combate à dengue

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Secretaria de Saúde de Assis reforça alerta para combate à dengue Secretaria de Saúde de Assis reforça alerta para combate à dengue Assessoria

A Secretaria de Saúde de Assis Chateaubriand mantém o alerta sobre o risco de novos casos de dengue no município. Na última semana, novo boletim apontou que chegou a 9 o número de pessoas que contraíram a doença, de agosto de 2018 a maio deste ano.

Também vem sendo constatado, nas últimas semanas, um considerável aumento nos atendimentos de pacientes que procuram as unidades de saúde com sintomas de dengue. Até agora, dentro do atual calendário epidemiológico, foram feitas 86 notificações, sendo que 37 casos já foram oficialmente descartados, 9 deram positivo e outros 40 aguardam exames feitos pelo Laboratório Central do Estado.

“Esse crescimento nos deixa em alerta, pois, até algumas semanas atrás, tínhamos apenas 2 confirmações e, agora, já são 9 casos da doença”, destaca o diretor de Vigilância em Saúde, Fábio Fantin Camilo.

Novo LIRAa

Em meio ao esse cenário de risco, o Município realizou o terceiro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti) de 2019, que apontou 4,1% de infestação. O índice revela ligeira queda no número de focos encontrados, em comparação com o levantamento anterior (5,5%), feito em março, mas ainda mantém Assis com status de alto risco, pois está acima do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é abaixo de 1%.

Na semana passada, entre 6 e 10 de maio, os Agentes de Endemias vistoriaram 1.154 imóveis, sendo que 5 moradores foram multados e outros 42 notificados, ficando passíveis de receberem auto de infração, caso novamente sejam encontrados focos do mosquito dentro de um ano. A multa mínima é de R$ 290.

Os bairros onde a situação mais preocupa são Progresso, Jussara, Cristo Rei e Tropical, onde o nível de infestação vai de 8,5% a 11,3%. Isso representa que, nesses locais, a cada 100 imóveis visitados, em média, em 10 foram encontrados focos do mosquito transmissor da dengue.

“A população precisa fazer a parte dela, pois as larvas do Aedes continuam sendo encontradas em recipientes bastante comuns, como baldes, calhas, vasos de plantas, latinhas, lonas e tampinhas de garrafas, que acumulam água e servem como criadouros dentro dos quintais. Isso coloca os próprios moradores em risco e toda a vizinhança. A dengue pode matar. Por isso, vamos manter os imóveis limpos para evitarmos que o município passe por uma nova epidemia, como ocorreu em 2015”, apela o secretário de Saúde, Renato Augusto Marcon.